Dar conta é um eterno esvaziar-se

Por Daniela Bittar, psicóloga puerperal, perinatal e familiar, especialista em perda neonatal e gestacional. Co-fundadora do Sentir Mulher⠀

Quem aí tem a impressão que já viveu 3 vidas em um espaço de uma?

Quando olho para trás eu quase não acredito! Quanta coisa pode caber dentro de um só coração? A alma tem que ser grande demais pra poder “conter” tanto.

Tenho acreditado que “dar conta” é um eterno esvaziar-se, pois não dá para carregar tudo, nem as pessoas, nem as histórias…. Não dá para carregar mesmo aquelas que gostaríamos que durasse pra sempre. Sensação de saudosismo que fala?

Aí você amadurece e descobre que a vida é um eterno desapego. Que ao passo que deixamos o minuto passar, passou, e já se foi. A alma cresce aprendendo, e isso damos conta de carregar, porque não vem em forma de peso, e sim de “visão”.

Ser capaz de ver é também parar de lutar contra, pois a existência não é uma opção. A existência individual, que nos une a uma grande esfera, não tem fim, ela muda de formas, está viva e pulsa, é a característica que carregamos ao existir e ninguém pode mudar isso!

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