Amamentação: respeite a história de cada uma!

Por Juliana Parada, fundadora e psiquiatra perinatal do Sentir Mulher

Muita dor e muito prazer. É o primeiro grande desafio de toda dupla mãe-bebê. Diferente do que se supõe, não é um processo fácil e nem absolutamente instintivo para nenhum dos dois. Antes, era passado de geração para geração, dentro das culturas familiares e comunitárias de cuidados aos bebês. Mas muitas de nossas mães viveram em uma época onde o incentivo à amamentação era bastante baixo. E, portanto, muitas delas não conseguiram nos amamentar – sob a crença de que “não tinha leite”, “tinha pouco leite”, “o leite é fraco”… Assim, elas reproduzem (por insegurança, talvez) este discurso de fome dos bebês às mães da atual geração. Para amamentar é preciso muito apoio. Muitas vezes é preciso, inclusive, apoio profissional.

Cada mulher sabe de sua dor e de seus limites – mas também precisa saber de seu potencial para amamentar – às vezes superando dificuldades iniciais que jamais suporia que seria capaz! Mas algo importante é que todos respeitem também os limites de cada mulher, que podem ser físicos, emocionais, falta de suporte, enfim… .

A maioria das mulheres que deixa de amamentar o faz com muita dor em seu coração. Então sempre precisamos lembrar que embora linda e perfeita, não é a amamentação que define o amor e nem a capacidade de maternar de uma mulher. E assim seguimos, oferecendo apoio, não minimizando as dificuldades, e, sobretudo, respeitando a história de cada uma!

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